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Custo posto no destino: a conta que decide a compra
O menor preço da cotação nem sempre é a compra mais barata. Frete, seguro, tributos, prazo e risco mudam o resultado, e a comparação precisa ser feita no mesmo critério.
Duas cotações lado a lado parecem fáceis de comparar. A mais barata ganha. Na prática, o preço do fornecedor é só o começo da conta, e a diferença pode mudar de lado quando o produto chega ao local de uso.
O que entra na conta
O custo posto no destino soma o preço do produto, o frete, o seguro, os tributos, as despesas de despacho e armazenagem e o câmbio, quando a compra é externa. Também vale olhar o custo de capital: pagar meses antes de receber tem preço, ainda que ele não apareça na fatura.
O prazo também custa
Um fornecedor distante pode custar menos por unidade e exigir mais estoque de segurança, porque um atraso demora mais para ser corrigido. A pergunta útil não é só quanto custa, mas quanto custa não ter o produto na data em que ele é necessário.
Como comparar
Coloque todos os fornecedores na mesma planilha, com a mesma especificação, o mesmo volume e o mesmo destino. Separe o que é preço confirmado do que é estimativa e refaça a conta quando o câmbio ou o frete mudarem. Com os números na mesa, a decisão fica mais simples, e o motivo dela fica registrado.
As matérias da Manhattan Magazine são informativas e não substituem a análise técnica de cada processo.


